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A atriz e ícone cultural francesa Brigitte Bardot morreu neste domingo (28), aos 91 anos. A notícia foi confirmada pela Fundação Brigitte Bardot, entidade dedicada ao bem-estar animal que ela presidia. A causa da morte não foi divulgada.
Bardot estava internada em outubro e novembro em Toulon, no sul da França, mas havia tranquilizado os fãs sobre sua recuperação.
Carreira e legado
Bardot conquistou fama mundial nas décadas de 1950 e 1960 como símbolo de beleza, sensualidade e espírito livre. Estrelou clássicos como “E Deus Criou a Mulher” (1956) – que a lançou ao estrelato internacional – e “O Desprezo” (1963), além de ter uma bem-sucedida carreira como cantora na França.
Conhecida na França apenas pelas iniciais “BB”, ela revolucionou a representação da sexualidade no cinema e se tornou um fenômeno de bilheteria também nos Estados Unidos, ajudando a popularizar filmes estrangeiros em uma época de rígida censura em Hollywood.
Aposentadoria precoce e ativismo
Aos 39 anos, em 1973, Bardot abandonou a carreira artística e mudou-se para Saint-Tropez, onde se dedicou integralmente ao ativismo pelos direitos dos animais. Em 1986, fundou a organização que leva seu nome, à qual direcionou seus esforços e recursos.
“Dei minha beleza e minha juventude aos homens, e agora estou dando minha sabedoria e experiência, o melhor de mim, aos animais”, declarou em 1987.
Vida pessoal e impacto cultural
Sua vida pessoal foi marcada por relacionamentos intensos, tentativa de suicídio em 1960 e uma imagem pública que desafiou os padrões morais da época. Seu estilo – cabelos loiros platinados, roupas casuais e um ar despenteado – influenciou gerações e permanece como referência na moda e na cultura pop.
Brigitte Bardot deixa um legado que transcende o cinema: ícone de liberdade, pioneira na exposição da sexualidade feminina e voz dedicada à proteção animal.