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Categoria rejeitou proposta da Estre Ambiental e já realiza paralisações parciais. Empresa afirma que negociações seguem dentro da legalidade.
Motoristas e coletores de lixo de Ribeirão Preto podem deflagrar uma greve a partir da próxima segunda-feira (9). A decisão final será tomada em assembleia neste final de semana. A categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial de 5,5% apresentada pela Estre Ambiental, empresa responsável pelo serviço.
Enquanto aguardam uma nova proposta da empresa, os trabalhadores já realizam uma “greve branca”, deixando de recolher resíduos em ruas inteiras ou em parte dos quarteirões. Moradores do Quintino Facci I, na Zona Norte, por exemplo, denunciam que o lixo de quarta-feira (4) ainda não foi coletado até esta quinta (5).
Os motoristas, representados pelo sindicato presidido pelo ex-vereador Walter Gomes, reivindicam um piso de R$ 2.600 – atualmente é R$ 2.380 –, um aumento de 9,24%. Também pedem vale-refeição de R$ 1.000 e a equiparação do adicional de horas extras com os coletores (100% a partir da segunda hora). A empresa oferta 70%.
Em nota, a Estre Ambiental afirmou que está em “processo regular de negociação sindical” e que as ausências coordenadas configuram “paralisação irregular de serviço essencial”, pois não há greve formalmente declarada. A empresa disse priorizar “áreas críticas” para minimizar impactos.
A Prefeitura de Ribeirão Preto informou que, embora não participe diretamente das negociações, “acompanha de perto a situação para evitar prejuízos à população” e já notificou a empresa devido aos atrasos recorrentes na coleta desde o final de 2025.
Contexto: A Estre Ambiental assumiu o serviço em junho de 2024, após a desclassificação do consórcio anterior. O contrato, prorrogado, vale até 30 de junho de 2026 e tem valor global corrigido de aproximadamente R$ 88,9 milhões.