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Maio Furta-cor: mês de conscientização sobre a saúde mental materna e o combate à violência obstétrica - Rádio Nova Ribeirão - O Som da Nossa Terra

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Maio Furta-cor: mês de conscientização sobre a saúde mental materna e o combate à violência obstétrica

Imagem gerada por ia

Campanha destaca a importância do cuidado emocional com gestantes e puérperas, além do enfrentamento a práticas desrespeitosas durante o parto.

Diferentemente do conhecido “Maio Amarelo” (conscientização sobre acidentes de trânsito) e do “Maio Laranja” (combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes), o “Maio Furta-cor” é uma campanha menos difundida, mas de importância fundamental para a saúde pública: trata-se do mês de conscientização sobre a saúde mental materna e o combate à violência obstétrica.

🎨 Por que “Furta-cor”?

A escolha do nome faz referência às cores mutáveis da fita que simboliza a campanha – geralmente uma mistura de rosa, azul e verde – representando as mudanças de humor e as complexidades emocionais que muitas mulheres enfrentam durante o ciclo gravídico-puerperal (da gestação ao pós-parto). O termo “furta-cor” remete à ideia de algo que não é estático, que muda conforme a luz e o ângulo – uma metáfora para o espectro de sentimentos vividos pelas mães.

👩‍👧 Objetivos principais

  1. Conscientização sobre a saúde mental materna
    A campanha busca chamar a atenção para transtornos como:
  • Depressão pós-parto (DPP): afeta entre 10% e 20% das mulheres que deram à luz, com sintomas como tristeza profunda, falta de energia, alterações no sono e apetite, e dificuldade de vínculo com o bebê
  • Ansiedade perinatal: preocupação excessiva com a saúde do bebê, medo de não ser uma “boa mãe” e crises de pânico
  • Psicose pós-parto: condição mais rara (afeta 1 a 2 a cada 1.000 partos), mas gravíssima, com risco de suicídio e infanticídio
  1. Combate à violência obstétrica
    A data também é usada para denunciar práticas desrespeitosas durante o pré-natal, parto e pós-parto, como:
  • Negação de acompanhante
  • Realização de procedimentos sem consentimento (como episiotomia, laqueadura, manobra de Kristeller)
  • Tratamento desrespeitoso, negligente ou abusivo
  • Imposição de cesarianas desnecessárias

📊 Dados alarmantes no Brasil

  • A taxa de cesárea no Brasil é de mais de 55% – quase o quádruplo do recomendado pela OMS (10% a 15%)
  • depressão pós-parto afeta cerca de 25% das puérperas no país – índice superior à média mundial
  • violência obstétrica é denunciada por 1 em cada 4 mulheres que passam pelo SUS
  • O Brasil registrou mais de 300 mortes maternas em 2025, muitas delas evitáveis com atendimento humanizado

🗣️ O que diz a lei

Em abril de 2026, o presidente Lula sancionou a lei que regulamenta a profissão de doula, profissional que oferece apoio físico, emocional e informacional à gestante, especialmente durante o parto normal. O texto foi aprovado pelo Congresso e representa um avanço no enfrentamento à violência obstétrica e na humanização do parto.

“Os estudos mostram que, se a doula acompanhou o pré-natal e o parto, a violência foi menor. O índice de cesárea foi menor. O sofrimento foi menor.” – Alexandre Padilha, ministro da Saúde

🏛️ Como apoiar a campanha

  • Compartilhe informações sobre saúde mental materna nas redes sociais usando a hashtag #MaioFurtaCor
  • Acolha gestantes e puérperas da sua convivência – pergunte como elas estão, ofereça escuta sem julgamentos
  • Conheça e divulgue os canais de apoio: CAPS, grupos de apoio à maternidade, Ligue 180 (violência contra a mulher)
  • Cobre do poder público a implementação de políticas de humanização do parto e de saúde mental materna

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