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Os funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação ocorre após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Mais de 90% dos trabalhadores teriam votado contra a proposta nas assembleias realizadas em diferentes regiões do país.
O principal ponto de conflito está relacionado ao custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. A proposta apresentada pela instituição previa aumento da participação dos funcionários nas despesas, mas foi considerada insuficiente pela categoria.
A paralisação atinge principalmente o atendimento presencial nas agências. Em unidades que aderiram à greve, clientes podem encontrar as portas fechadas, enquanto os caixas eletrônicos permanecem disponíveis.
A Caixa orienta os clientes a utilizarem os canais digitais e remotos, incluindo aplicativo, internet banking, WhatsApp, caixas eletrônicos e rede de lotéricas. Também estão disponíveis os serviços do Alô CAIXA pelos telefones 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.
A greve não interrompe as operações digitais. Pix, pagamentos, transferências e outros serviços disponíveis pelos aplicativos e internet banking continuam funcionando normalmente.
Os clientes também devem ficar atentos aos vencimentos: a paralisação não altera as datas de pagamento de contas e boletos. Para evitar juros e multas, os pagamentos devem ser realizados dentro do prazo utilizando os canais eletrônicos ou outras alternativas disponíveis.
A Caixa informou que mantém o diálogo aberto com as entidades representantes dos empregados e que pretende buscar um acordo para encerrar o impasse.
Nesta sexta-feira (11), uma nova proposta apresentada pelo banco deverá ser analisada pelos trabalhadores. Entre as medidas oferecidas estão bônus de R$ 3 mil por funcionário, antecipação da PLR para 18 de setembro e mudanças no custeio do Saúde Caixa.
Caso a proposta não seja aceita, a instituição informou que poderá recorrer à Justiça para tentar encerrar a paralisação.
A greve começou em 10 de setembro e, até o momento, não tem data definida para terminar.