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Nova turma do Instituto Rio Branco reúne 60 profissionais, sendo 27 integrantes de grupos historicamente sub-representados. Mulheres representam 45% dos aprovados, maior participação proporcional já registrada.
O Ministério das Relações Exteriores viveu um momento histórico nesta semana. Pela primeira vez, representantes de povos indígenas e de comunidades quilombolas ingressaram na carreira diplomática brasileira. A cerimônia de posse foi realizada na quarta-feira (4), no Palácio Itamaraty, em Brasília.
Os indígenas Marcelo Kariri Menezes, do povo Kariri, e Idjahure Terena, do povo Terena, passaram a integrar a turma de formação de diplomatas do Instituto Rio Branco, responsável pela preparação dos profissionais que representam o Brasil nas relações internacionais.
Também tomou posse Helen Jaine Gomes Borgens, integrante de uma comunidade quilombola, tornando-se a primeira mulher quilombola a ingressar na carreira diplomática do país. <Cite refs={[“turn388072search6″,”turn388072news1”]}/>
A turma de 2026, com formação prevista até 2028, é composta por aproximadamente 60 novos diplomatas. Desse total, 27 pertencem a grupos historicamente sub-representados na instituição.
A composição inclui:
Outro destaque é a participação feminina: são 45% de mulheres, a maior proporção já registrada na história da formação diplomática brasileira. <Cite refs={[“turn388072news1″,”turn388072search6”]}/>
Durante a cerimônia, a ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, destacou a importância de o corpo diplomático refletir a diversidade da sociedade brasileira.
O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, afirmou que a presença de indígenas na instituição representa a concretização do conceito de “Aldear o Estado”, ampliando a participação dos povos originários nos espaços de decisão.
O escritor e integrante da Academia Brasileira de Letras Ailton Krenak também participou da solenidade e ressaltou o significado histórico da entrada de jovens indígenas em uma instituição que, durante décadas, não contou com essa representatividade. <Cite refs={[“turn388072news1″,”turn388072news2”]}/>
Os novos diplomatas indígenas chegam ao Itamaraty com trajetórias acadêmicas e profissionais distintas.
Marcelo Kariri Menezes é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Campina Grande e possui MBA em Digital Business pela USP/Esalq. Já Idjahure Terena é mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional da UFRJ e doutorando na mesma área pela Universidade de São Paulo.
A ampliação da diversidade foi favorecida por políticas de ações afirmativas e programas de bolsas de preparação para o concurso diplomático, que passaram a contemplar também candidatos indígenas e quilombolas. <Cite refs={[“turn388072news1″,”turn388072search0”]}/>
A posse representa um marco para a diplomacia brasileira e amplia a presença de diferentes origens, experiências e perspectivas na instituição responsável por representar o país perante outras nações e organismos internacionais.
Fonte: Agência Brasil, com informações do Ministério das Relações Exteriores.