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O chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Volker Turk, alertou nesta segunda-feira (7) que o avanço da inteligência artificial pode representar uma ameaça existencial à humanidade. O pronunciamento ocorreu em Genebra, durante reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Turk afirmou compartilhar das preocupações de especialistas do setor sobre os riscos associados à chamada IA avançada e defendeu a criação urgente de mecanismos internacionais de segurança.
“Precisamos de garantias irrefutáveis” para a segurança e proteção da inteligência artificial, afirmou o representante da ONU.
Segundo o escritório de direitos humanos da ONU, falhas ou comportamentos perigosos de sistemas avançados de IA poderiam afetar infraestruturas críticas, comunicações, serviços essenciais e instituições democráticas.
Turk também chamou atenção para a concentração de poder no setor. De acordo com ele, atualmente um pequeno grupo de pessoas possui um poder considerado “quase ilimitado” sobre o desenvolvimento da inteligência artificial. Entre as principais empresas do segmento estão Meta, Anthropic, OpenAI e Google.
O chefe da ONU defendeu que países que abrigam empresas de IA e aqueles envolvidos em suas cadeias de fornecimento trabalhem conjuntamente para estabelecer limites internacionais comuns.
Um dos exemplos citados pelo escritório de Turk foi o chamado incidente Hugging Face, ocorrido em julho. Segundo a porta-voz do órgão, o episódio envolvendo agentes de IA teria demonstrado que as capacidades desses sistemas estão avançando mais rapidamente do que os mecanismos destinados a garantir sua segurança.
O alerta ocorre em meio ao crescimento acelerado do uso da inteligência artificial e às discussões internacionais sobre como estabelecer regras capazes de acompanhar a evolução tecnológica.
No mesmo discurso, Turk manifestou preocupação com relatos de que a Rússia teria utilizado drones totalmente autônomos na guerra da Ucrânia. Segundo a Reuters, as informações não foram verificadas de forma independente.
O representante da ONU defendeu a proibição urgente de armas capazes de tirar vidas sem intervenção humana