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O escritor e dramaturgo Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas de sucesso como “O Rei do Gado”, “Terra Nostra”, “Pantanal” e “Renascer”, morreu na manhã desta terça-feira (7) em São Paulo, aos 95 anos. A informação foi confirmada pelo HCor (Hospital do Coração).
Segundo o hospital, a causa da morte foi complicações de insuficiência renal crônica. Benedito lutava contra a condição há três anos e apresentava histórico de internações por infecções urinárias recorrentes.
Carreira e legado
Nascido em Gália (SP) em 17 de abril de 1931, Benedito foi o mais velho de cinco irmãos e cresceu em meio a cafezais, cenário que inspiraria sua obra-prima “O Rei do Gado” (1996). Sua carreira começou na extinta TV Tupi, com novelas como “Somos Todos Irmãos” e “O Anjo e o Vagabundo” (1966).
Na TV Globo, estreou em 1971 com “Meu Pedacinho de Chão”, que sofreu cortes da censura militar. O sucesso comercial e de crítica veio com títulos como:
“Cabocla” (1979)
“Paraíso” (1982)
“Sinhá Moça” (1986)
“O Rei do Gado” (1996)
“Terra Nostra” (1999)
“Velho Chico” (2016), sua última obra original na Globo.
Ele também escreveu “Os Imigrantes” (1981) para a TV Bandeirantes. Suas novelas, que frequentemente abordavam a vida rural e a imigração, tornaram-se clássicos e ganharam remakes na Globo, como “Cabocla” (2004), “Paraíso” (2009), “Pantanal” (2022) e “Renascer” (2024) – estas duas últimas adaptadas por seu neto, Bruno Luperi.
Vida pessoal
Filho de um jornalista que faleceu cedo, Benedito começou a trabalhar ainda menino para ajudar a família. Antes da fama, foi guarda-livros, vendedor de verduras, faxineiro e trabalhou em bancos e jornais, como O Estado de S. Paulo e Última Hora.
O autor deixa um legado de mais de 30 novelas e as filhas Edmara e Edilene Barbosa, também roteiristas.