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EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação que critica políticas do governo Lula

imagem gerada por ia 

Medida está em consulta pública e pode ser aplicada a partir de 15 de julho. Lista de isenções inclui carnes, café, aeronaves e farmacêuticos.

Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu nesta segunda-feira (1º) uma investigação aberta em julho de 2025 e classificou como “irrazoáveis” práticas do Brasil. Com isso, o órgão colocou em consulta pública um pacote de “medidas corretivas” que inclui tarifa de 25% sobre bens importados do país, com uma lista de isenções .

🗓️ Cronograma do processo

Etapa Data limite
Pedidos de participação na audiência 22 de junho de 2026
Comentários por escrito 1º de julho de 2026
Audiência pública 6 de julho de 2026
Prazo legal para adoção das medidas 15 de julho de 2026

📋 O que diz o USTR

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que as conversas com o governo brasileiro se intensificaram, mas não resolveram os pontos levantados :

“Ao longo do último ano, o Presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação.”

Greer afirmou que Washington ainda negocia com Brasília enquanto o processo segue para consulta pública: “Estados Unidos continuam a manter negociações intensas com o Brasil em busca de uma solução para as preocupações americanas”.

🔍 O que os EUA criticam no Brasil

O relatório do USTR reúne críticas em várias frentes :

Plataformas digitais e pagamentos eletrônicos

  • Ordens sigilosas para remoção de conteúdo político e suspensão de perfis

  • Punições como multas e restrições a ativos

  • Suposto favorecimento a concorrentes locais em pagamentos

Acordos comerciais

  • O Brasil dá tarifas menores a centenas de produtos do México e da Índia sem oferecer tratamento equivalente aos EUA

  • Desde 2017, o Brasil não manteria reciprocidade no acesso ao mercado de etanol

Outras críticas

  • Brasil falha em aplicar seu marco legal contra desmatamento ilegal

  • Demora do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) para analisar patentes

  • País não adota medidas suficientes contra suborno e corrupção

✅ Lista de exceções (produtos isentos)

O documento cita itens que o governo americano considera estratégicos ou com oferta doméstica insuficiente :

  • Materiais informativos e doações

  • Algumas carnes, frutas, minerais

  • Café, chá, especiarias

  • Cereais, sementes e fertilizantes

  • Aeronaves e peças

  • Terras raras

  • Químicos orgânicos e farmacêuticos

🔗 Conexão com o “tarifaço” anterior

A investigação da Seção 301 ocorre após disputas sobre o uso de instrumentos legais para impor tarifas amplas nos EUA. Em fevereiro, a Suprema Corte americana decidiu que a IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional) não autoriza o presidente a criar tarifas por conta própria, o que derrubou taxas baseadas nessa lei .

Após a decisão judicial, Trump anunciou uma tarifa global temporária de 10% , com validade até 24 de julho. Na ocasião, o especialista em comércio exterior Jackson Campos explicou o efeito prático para produtos brasileiros:

“Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item, acrescida do novo adicional temporário global de 10%.”

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