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imagem ilustrativa gerada por IA
Episódio ocorreu aos 45 minutos do primeiro tempo, na véspera do Dia Internacional da Mulher. Árbitra acionou protocolo contra misoginia; ninguém foi detido.
O que deveria ser a comemoração da primeira vitória do Comercial em casa na Série A4 do Campeonato Paulista acabou marcado por um grave episódio de assédio. Aos 45 minutos do primeiro tempo da partida contra o Nacional, disputada no sábado (7) no Estádio Palma Travassos, a médica do Nacional, Bianca Francelino, denunciou ter sido alvo de assédio por parte de torcedores do Comercial que estavam próximos ao banco de reservas.
Alertada pelo quarto árbitro, a árbitra Ana Caroline Carvalho acionou imediatamente o protocolo contra misoginia previsto no Tratado pela Diversidade e Contra a Intolerância no Futebol Paulista, paralisando a partida por cinco minutos .
A Polícia Militar foi acionada, e houve confusão no local, mas ninguém foi detido no momento .
📢 Nota da Federação Paulista
A Federação Paulista de Futebol (FPF) emitiu uma nota oficial repudiando o ocorrido e informando que encaminhará o caso às autoridades competentes. Leia a íntegra:
“A Federação Paulista de Futebol vem a público repudiar mais um lamentável episódio de assédio, desta vez de torcedores do Comercial à médica do Nacional, em partida válida pelo Paulistão A4 Rivalo, neste sábado.
Informada do assédio, a árbitra do jogo, Ana Caroline Carvalho, acionou o protocolo previsto no Tratado pela Diversidade e Contra a Intolerância no Futebol Paulista, paralisando a partida. A equipe da FPF na partida ofereceu todo apoio à médica vítima do assédio.
A FPF enviará o caso às autoridades competentes, para que os responsáveis pelo ato criminoso sejam identificados e punidos de forma rigorosa.
O Futebol Paulista não é palco para assédio, preconceito ou qualquer tipo de discriminação e importunação. Seguiremos atentos para coibir que situações como essa se repitam.”
⚽ A partida
O Comercial venceu o Nacional por 2 a 0, com gols de Vytão e Dogão, conquistando sua primeira vitória em casa na competição. O resultado tira o time da zona de rebaixamento e dá fôlego na luta pela permanência.
No entanto, a vitória em campo ficou em segundo plano diante da gravidade da denúncia de assédio, ocorrida na véspera do Dia Internacional da Mulher – data que reforça a luta por igualdade e pelo fim da violência de gênero.