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Plano atinge apenas débitos sem garantias e já conta com apoio de credores que representam R$ 2,1 bilhões. Operações e pagamentos a funcionários seguem normais.
A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação extrajudicial apresentado pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA) , controlador da rede de supermercados Pão de Açúcar. A decisão, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, foi comunicada ao mercado nesta quarta-feira (11) e permite que a empresa renegocie parte de suas dívidas diretamente com os credores, sem necessidade de intervenção judicial direta no processo de negociação .
O plano de recuperação, que já conta com o apoio de credores que representam R$ 2,1 bilhões em dívidas, abrange exclusivamente os débitos sem garantia, que somam aproximadamente R$ 4,5 bilhões . Ficam de fora as despesas correntes e operacionais, garantindo a normalidade dos pagamentos a trabalhadores, fornecedores, parceiros e clientes .
📄 O que diz a empresa
Em comunicado assinado pelo vice-presidente de Finanças e Diretor de Relações com Investidores, Pedro Vieira Lima de Albuquerque, o GPA reforçou que a medida já era esperada, após fato relevante divulgado na terça-feira (10) .
“O plano cria um ambiente seguro e estável para a continuidade, por 90 dias, das negociações que estavam em andamento”, diz o documento .
A empresa destaca que o acordo com os principais credores já supera o quórum mínimo legal de um terço dos créditos afetados, o que dá robustez ao plano. A estratégia é vista pela administração como um passo fundamental para:
🏢 Impacto nas lojas e no consumidor
O GPA, que também controla as bandeiras Compre Bem e Pão de Açúcar, garantiu que o processo de recuperação extrajudicial não afeta o dia a dia das lojas. Os pagamentos a funcionários, fornecedores de produtos e serviços essenciais seguem normalmente, assim como o atendimento ao cliente .
A recuperação extrajudicial é um instrumento previsto em lei que permite a empresas em dificuldades financeiras negociar com uma parcela de seus credores de forma mais ágil, sem a necessidade de um processo judicial complexo e abrangente como a recuperação judicial .