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Avaliação médica deverá esclarecer as condições do parlamentar no período relacionado aos crimes dos quais é acusado. Audiência foi interrompida e dez testemunhas aguardam nova data.
A Justiça de Ribeirão Preto adiou o julgamento criminal do vereador Roger Ronan da Silva (MDB), conhecido como Bigodini, até a realização de um exame de insanidade mental. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19), durante audiência de instrução e julgamento na 1ª Vara Criminal do município.
O procedimento foi solicitado pela defesa em 15 de outubro. A audiência chegou a ser aberta, mas, após concordância entre defesa e acusação sobre a necessidade da avaliação, as testemunhas previstas foram dispensadas temporariamente. O exame deverá ser realizado com urgência, e uma nova data para a audiência será marcada posteriormente.
De acordo com informações publicadas pelo Tribuna Ribeirão, dez testemunhas foram arroladas no processo, entre pessoas indicadas pela defesa e pela acusação.
A avaliação médica deverá esclarecer se o parlamentar tinha condições de compreender e responder por seus atos no período relacionado aos fatos investigados. Segundo fontes jurídicas ouvidas pelo jornal, o pedido não tem, necessariamente, o objetivo de obter o reconhecimento de inimputabilidade penal.
Bigodini é réu por embriaguez ao volante, falsidade ideológica e fraude processual. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo e recebida pela Justiça.
O caso tem origem em um acidente ocorrido na madrugada de 28 de setembro de 2025, na Avenida do Café, na zona Oeste de Ribeirão Preto. Na ocasião, o veículo conduzido pelo vereador atingiu um poste e derrubou um coqueiro.
Segundo as investigações da Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança registraram parte do percurso feito pelo parlamentar e por sua namorada antes do acidente. A apuração também apontou consumo de bebidas alcoólicas e velocidade de até 183 quilômetros por hora. As acusações ainda serão analisadas no processo judicial.
Em caso de condenação, as penas dos crimes atribuídos ao vereador podem chegar, somadas, a dez anos de prisão. Bigodini responde ao processo em liberdade.
A audiência já havia sido adiada anteriormente. Uma das remarcações ocorreu em razão de alterações no expediente das repartições públicas durante um jogo da Seleção Brasileira. Depois, a sessão prevista para 14 de setembro foi transferida a pedido da defesa, devido a um compromisso profissional previamente assumido pela advogada do parlamentar.
Na esfera política, Bigodini também cumpriu suspensão de 180 dias sem remuneração, aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal de Ribeirão Preto. O afastamento terminou em maio deste ano, quando ele retornou às atividades legislativas.
A continuidade do julgamento criminal dependerá agora da realização do exame e da definição de uma nova data pela Justiça.