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Fundador da Tutti Frutti e parceiro de Rita Lee deixou solos antológicos, como o de “Ovelha negra”
Morreu nesta quinta-feira (7), aos 73 anos, o guitarrista e compositor Luiz Carlini. A informação foi confirmada na sexta (8). O músico paulistano era considerado um dos grandes heróis da guitarra do rock brasileiro.
Carlini estava em atividade. Integrava atualmente a banda do cantor Guilherme Arantes na turnê “50 anos luz”.
O solo que imortalizou um estilo
Bastaria o solo de guitarra ouvido no fim da gravação original da balada “Ovelha negra” (Rita Lee, 1975) para eternizar Carlini na história da música brasileira. Mas ele fez muito mais.
Seu toque era único. Com sua guitarra Gibson Les Paul, Carlini criou uma assinatura própria, misturando blues-rock com hard rock. Diferente de outros guitarristas, ele nunca apelou para o exibicionismo técnico. Preferia solos melódicos e fraseados que grudavam na mente do ouvinte. Sua máxima era: um solo de guitarra é parte da música, não um organismo independente.
Trajetória no rock nacional
Luiz Sérgio Martins Carlini nasceu em 31 de agosto de 1952. Começou como assistente de palco da banda Os Mutantes. Em 1973, fundou o grupo Tutti Frutti, que ancorou Rita Lee após sua saída conturbada dos Mutantes.
Com Rita, Carlini compôs sucessos como:
Além de Rita, Carlini tocou e gravou com Erasmo Carlos (que gravou sua música “Rádio patroa” em 1986) e, nos anos 1990, atuou como guitarrista convidado da banda Camisa de Vênus, de Marcelo Nova.
Legado e influência
Carlini foi mestre de guitarristas como Andreas Kisser (Sepultura) e Roberto Frejat. Sua trajetória foi registrada no documentário “Luiz Carlini – Guitarrista de rock” (2022), dirigido por Luiz Carlos Lucena.
Segundo jornalistas do setor musical ele foi “Grande nome do rock nativo, Luiz Carlini foi herói da guitarra quando roqueiro brasileiro ainda tinha cara de bandido.”