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Restam R$ 159 milhões a serem restituídos até 14 de outubro; oito empresas ainda não forneceram aos bancos os dados necessários para concluir os pagamentos.
Mais de R$ 1 bilhão em saldos mantidos em plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets, já foi devolvido aos usuários após a suspensão das operações no Brasil. Com isso, o montante pendente de restituição caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões, segundo dados enviados pelas empresas ao governo federal.
As instituições financeiras têm até quarta-feira (14) para concluir os pagamentos aos apostadores que não retiraram os valores diretamente nas plataformas dentro do prazo estabelecido. O saque voluntário terminou em 5 de outubro.
Os dados divulgados pela Agência Brasil abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas.
O governo informou que oito empresas ainda não encaminharam aos bancos as informações necessárias para a devolução dos recursos. A Advocacia-Geral da União (AGU) pretende recorrer à Justiça para obrigar essas plataformas a fornecer os dados.
Caso os bancos não consigam concluir a restituição por impedimentos operacionais, os valores pendentes serão transferidos à Caixa Econômica Federal, que ficará responsável por viabilizar os pagamentos.
Segundo as informações fornecidas pelas empresas, a maior parte dos saldos restantes é de pequeno valor: 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber, enquanto 97% apresentam saldo inferior a R$ 10.
Paralelamente à devolução dos recursos, o governo federal intensificou as ações contra plataformas clandestinas. Entre 25 de setembro e 9 de outubro, foram encaminhados para bloqueio 16.627 sites ilegais de apostas.
Também foi solicitada a remoção de 3.691 páginas, perfis, canais, grupos e servidores em plataformas digitais. O conteúdo identificado alcançava cerca de 18,9 milhões de usuários, membros e seguidores.
Quem ainda tem saldo a receber deve acompanhar a movimentação da conta bancária utilizada para depositar dinheiro nas plataformas e consultar os canais oficiais do banco.
É importante desconfiar de mensagens que solicitem pagamentos antecipados, senhas ou códigos bancários para liberar a restituição. Em caso de dúvida, o contato deve ser feito diretamente com a instituição financeira.
Com informações da Agência Brasil.