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Investigações apontam que o acúmulo de gelo, falhas no sistema de degelo e erros dos pilotos causaram a queda do avião em 2024. Dono da empresa e diretor de manutenção estão entre os indiciados.
A Polícia Federal concluiu, nesta quinta-feira (6), a investigação sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo (SP) e indiciou 16 funcionários e ex-funcionários da companhia pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. O acidente, ocorrido em 9 de agosto de 2024, matou 62 pessoas .
Entre os indiciados estão o dono da empresa, José Luiz Felício Filho, e o diretor de manutenção, Eric Cônsoli, apontado como uma figura de grande influência dentro da companhia antes da crise. Outros profissionais com experiência em aviação e engenharia aeronáutica também foram responsabilizados por ação ou negligência .
✈️ O que causou o acidente
O laudo do Instituto Nacional de Criminalística da PF apontou que a causa do acidente foi uma sucessão de falhas :
Segundo a investigação, a aeronave já apresentava falhas antes do voo, mas tripulações anteriores omitiram panes graves no diário de bordo para evitar que o avião ficasse parado . Além disso, o despachante operacional liberou a decolagem mesmo com previsão de gelo severo na rota .
A análise da caixa-preta revelou que três alertas relacionados à perda de desempenho foram emitidos e ignorados pelos pilotos . O áudio também capturou o piloto reclamando antes da queda: “Essa bosta não tá funcionando, né?” .
👨⚖️ Quem são os indiciados
| Nome | Cargo/Função |
| José Luiz Felício Filho | Dono da Voepass |
| Eric Cônsoli | Diretor de Manutenção |
| Edson Serra Martins | — |
| Luciano Alves de Macedo | — |
| Oderlino de Campos Figueiredo | — |
| John Major Viana | — |
| Marcos Hiroyuki Sato | — |
| Alex de Souza Leandro | — |
| William Schmidt Agatz | — |
| Juliano Flores Pacheco | — |
| Raphael Limongi de Figueiredo | — |
| Marcel Sarquis Moura | — |
| Tiago Passucci Morani | — |
| Carlos Alberto Costa | — |
| Rafael Gimenez Rodrigues | — |
| David da Costa Faria Neto | — |
📜 Próximos passos
O inquérito será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) , que vai analisar a investigação e decidir se denuncia ou não os indiciados .
🖊️ O crime
Os indiciados respondem pelo artigo 261 do Código Penal (atentado contra a segurança do transporte aéreo). A pena prevista é de 2 a 5 anos de prisão. Se do fato resulta a queda ou destruição da aeronave, a pena passa para 4 a 12 anos. Se houver morte, a pena pode ser aplicada em dobro .
🏛️ Ação judicial das famílias
Após a conclusão do inquérito da PF, familiares das vítimas pretendem ingressar com uma ação coletiva de responsabilidade civil por danos morais . Segundo o advogado Leonardo Amarante, a intenção é buscar a responsabilização de empresas, pessoas físicas e instituições que tenham contribuído para a tragédia .
📌 O que diz a Voepass
Em nota, a Voepass afirmou que o acidente foi “o episódio mais difícil da história da empresa” e que “desde o início das apurações, atua de forma transparente junto ao Cenipa e às autoridades públicas” . A companhia também ressaltou que a tripulação era experiente, capacitada e devidamente certificada .