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PF indicia 16 funcionários e ex-funcionários da Voepass por acidente aéreo que matou 62 pessoas em Vinhedo - Rádio Nova Ribeirão - O Som da Nossa Terra

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PF indicia 16 funcionários e ex-funcionários da Voepass por acidente aéreo que matou 62 pessoas em Vinhedo

Investigações apontam que o acúmulo de gelo, falhas no sistema de degelo e erros dos pilotos causaram a queda do avião em 2024. Dono da empresa e diretor de manutenção estão entre os indiciados.

A Polícia Federal concluiu, nesta quinta-feira (6), a investigação sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo (SP) e indiciou 16 funcionários e ex-funcionários da companhia pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. O acidente, ocorrido em 9 de agosto de 2024, matou 62 pessoas .

Entre os indiciados estão o dono da empresa, José Luiz Felício Filho, e o diretor de manutenção, Eric Cônsoli, apontado como uma figura de grande influência dentro da companhia antes da crise. Outros profissionais com experiência em aviação e engenharia aeronáutica também foram responsabilizados por ação ou negligência .

✈️ O que causou o acidente

O laudo do Instituto Nacional de Criminalística da PF apontou que a causa do acidente foi uma sucessão de falhas :

  1. Acúmulo de gelo na asa direita da aeronave
  2. Inoperância do sistema pneumático de degelo
  3. Não execução adequada de cinco procedimentos por parte dos pilotos

Segundo a investigação, a aeronave já apresentava falhas antes do voo, mas tripulações anteriores omitiram panes graves no diário de bordo para evitar que o avião ficasse parado . Além disso, o despachante operacional liberou a decolagem mesmo com previsão de gelo severo na rota .

A análise da caixa-preta revelou que três alertas relacionados à perda de desempenho foram emitidos e ignorados pelos pilotos . O áudio também capturou o piloto reclamando antes da queda: “Essa bosta não tá funcionando, né?” .

 

👨‍⚖️ Quem são os indiciados

Nome Cargo/Função
José Luiz Felício Filho Dono da Voepass
Eric Cônsoli Diretor de Manutenção
Edson Serra Martins —
Luciano Alves de Macedo —
Oderlino de Campos Figueiredo —
John Major Viana —
Marcos Hiroyuki Sato —
Alex de Souza Leandro —
William Schmidt Agatz —
Juliano Flores Pacheco —
Raphael Limongi de Figueiredo —
Marcel Sarquis Moura —
Tiago Passucci Morani —
Carlos Alberto Costa —
Rafael Gimenez Rodrigues —
David da Costa Faria Neto —

 

📜 Próximos passos

O inquérito será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) , que vai analisar a investigação e decidir se denuncia ou não os indiciados .

  • Se a denúncia for apresentada e aceita pela Justiça, começa o processo criminal
  • Defesa e acusação poderão apresentar provas e argumentos, analisados pelo juiz responsável

 

🖊️ O crime

Os indiciados respondem pelo artigo 261 do Código Penal (atentado contra a segurança do transporte aéreo). A pena prevista é de 2 a 5 anos de prisão. Se do fato resulta a queda ou destruição da aeronave, a pena passa para 4 a 12 anos. Se houver morte, a pena pode ser aplicada em dobro .

 

🏛️ Ação judicial das famílias

Após a conclusão do inquérito da PF, familiares das vítimas pretendem ingressar com uma ação coletiva de responsabilidade civil por danos morais . Segundo o advogado Leonardo Amarante, a intenção é buscar a responsabilização de empresas, pessoas físicas e instituições que tenham contribuído para a tragédia .

 

📌 O que diz a Voepass

Em nota, a Voepass afirmou que o acidente foi “o episódio mais difícil da história da empresa” e que “desde o início das apurações, atua de forma transparente junto ao Cenipa e às autoridades públicas” . A companhia também ressaltou que a tripulação era experiente, capacitada e devidamente certificada .

 

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