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Senado aprova projeto que endurece penas para crimes sexuais digitais contra crianças

Texto segue para sanção; uso de inteligência artificial e deepfake pode aumentar pena em até dois terços

O Senado aprovou nesta terça-feira (7) o projeto de lei que aumenta as punições para crimes de violência sexual digital contra crianças e adolescentes. O PL 3066/2025 já havia passado pela Câmara e segue agora para sanção presidencial.

O texto amplia a autorização para infiltração policial no meio virtual e prevê aumento de penas para crimes cometidos contra crianças e adolescentes em ambientes digitais.

Aliciamento e uso de IA

O projeto aumenta a pena para aliciamento quando houver uso de:

  • inteligência artificial (IA)

  • deepfake

  • perfis falsos

  • promessa de vantagem

  • aproveitamento de relação de confiança

Nesses casos, a pena pode ser aumentada de um terço a dois terços.

Mudanças nas penas

O projeto altera as penas para os seguintes crimes:

  • Produção, reprodução, venda ou exposição de conteúdo de violência sexual: de 4 a 8 anos para 4 a 10 anos de reclusão e multa. Se for pela internet ou redes sociais, a pena aumenta em um terço.

  • Oferecimento, troca, transmissão ou divulgação desse material: de 3 a 6 anos para 4 a 10 anos de reclusão e multa.

  • Aquisição, posse ou armazenamento do material: de 1 a 4 anos para 3 a 6 anos de reclusão e multa.

Aumento de pena por uso de tecnologia

O uso de inteligência artificial, deepfake, perfis falsos, jogos online e redes sociais para aliciamento agrava a pena de um terço a dois terços. O mesmo aumento se aplica quando há aproveitamento de relação de convivência, autoridade ou familiaridade.

Proteção às vítimas

Além do endurecimento penal, o projeto prevê medidas de proteção. Crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas terão direito a atendimento psicológico e psicossocial individual, especializado, contínuo e integral.

Justificativa

O relator, senador Fabiano Contarato (PT-ES), citou dados da ONG Safernet Brasil para justificar a proposta. “Entre janeiro e julho de 2025, foram registradas 49.336 denúncias anônimas de abuso e exploração sexual infantil”, afirmou no parecer, destacando um aumento de 18,9% em relação ao mesmo período de 2024.

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