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Ministro cedeu após reunião de 3h com colegas e “acordão” para preservar imagem da Corte. Decisão veio horas após revelação de que empresa da família recebeu R$ 3,1 milhões de fundo ligado a Vorcaro.
🔴 PRINCIPAIS FATOS
O ministro Dias Toffoli anunciou nesta quinta-feira (12) que deixou a relatoria do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão ocorreu após uma reunião de quase três horas com os demais ministros da Corte, que estavam descontentes com sua atuação no processo, mas relutavam em tirá-lo do cargo.
Percebendo o desgaste e o risco à imagem do STF, Toffoli cedeu. Minutos depois, o ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator das investigações.
📄 Nota conjunta: Em comunicado assinado por todos os ministros, o STF reconheceu a validade dos atos já praticados por Toffoli e expressou apoio ao colega, mas afirmou que, “considerados os altos interesses institucionais”, o caso seria redistribuído.
⚖️ O QUE LEVOU À QUEDA DE TOFFOLI
A pressão aumentou depois que a Polícia Federal encontrou no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mensagens mencionando o ministro. Os diálogos tratavam de:
A resposta do ministro: Em nota, Toffoli afirmou que não mantém relação com Vorcaro e esclareceu que é sócio da Maridt, empresa administrada pelos irmãos e que teve participação no Resort Tayayá, no Paraná.
🏨 O ROLO DA MARIDT NO TAYAYÁ – PASSO A PASSO
A investigação revelou uma complexa engenharia financeira envolvendo a empresa da família Toffoli, o resort, fundos de investimento e o Banco Master. Veja a cronologia:
1️⃣ Agosto/2020 – A Maridt Participações é fundada em nome de José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli (irmãos do ministro). Capital declarado: R$ 150. Funciona em uma casa simples no interior de SP .
2️⃣ Novembro/2020 – A Maridt torna-se sócia do Resort Tayayá (PR) com participação de R$ 4,2 milhões. A entrada se deu por “compensação de crédito”: o resort reconheceu uma dívida com a Maridt (sem especificar a origem) e pagou com 33% das ações .
3️⃣ Fevereiro/2021 – Com aumento de capital do resort, a participação da Maridt sobe para R$ 5,4 milhões.
4️⃣ Setembro/2021 – O fundo Arleen entra na sociedade. A Maridt vende parte de suas cotas ao fundo por R$ 3,1 milhões. Quem está por trás do Arleen? O fundo Leal, cujo único cotista é Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro (dono do Master). Ambos os fundos (Arleen e Leal) eram geridos pela Reag Investimentos .
🔍 A Reag: A gestora é investigada pela PF na Operação Carbono Oculto por suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC e também é peça central nas fraudes do Banco Master. Foi liquidada pelo Banco Central .
5️⃣ Fevereiro/2025 – A Maridt vende sua participação restante no Tayayá para a PHB Holding, de Paulo Humberto Barbosa. Valor: R$ 2,8 milhões .
🎯 Quem é Paulo Humberto Barbosa? Advogado dos irmãos Joesley e Wesley Batista (J&F). Sócio do presidente da Friboi e do cunhado de José Batista Júnior. Seu escritório defendeu a JBS em causas tributárias .
⏳ 2023 (antes da venda) – Toffoli, como relator, suspendeu uma multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência da J&F. A decisão beneficiou justamente os clientes do advogado que compraria o resort da família Toffoli dois anos depois .
🗣️ O MINISTRO DIZ: “DESCONHEÇO”
Em nota, Toffoli admitiu ser sócio da Maridt — o que é permitido pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), desde que não exerça gestão — mas afirmou:
O ministro também alegou que não recebeu dinheiro de Vorcaro ou Zettel.
📌 PRÓXIMOS PASSOS DA INVESTIGAÇÃO
Com a redistribuição para André Mendonça, o caso ganha novo fôlego. Mendonça, segundo relatos, foi o ministro que mais criticou nos bastidores a PF por investigar Toffoli sem autorização judicial — e agora comandará a apuração.
No Congresso:
Na Polícia Federal: As investigações seguem em curso. O conteúdo do celular de Vorcaro ainda está sendo periciado.
E LULA COM ISSO?
Embora Toffoli tenha sido advogado do PT por anos, o presidente Lula não deve agir para protegê-lo. Relatos indicam que Lula guarda mágoa do ministro desde 2019, quando Toffoli impediu que ele comparecesse ao enterro do próprio irmão. A avaliação no Planalto é que a imagem negativa do caso não respingue no governo — e, principalmente, na candidatura à reeleição.